Se você ainda não ouviu falar no Porto Brasil, não se preocupe a polemica está só iniciando! mas vem com força total e promete ser uma das maiores encrencas entre mega empreendimentos e cidadãos preocupados com a sanidade do meio ambiente e da sociedade brasileira. Trata-se de um projeto de R$ 6 bilhões, destinado a criar um enorme porto e um pólo industrial entre as cidades de Peruibi e Itanhaém, no Litoral Sul de São Paulo. A iniciativa é da LLX empresa do grupo pertencente ao empresário Eike Batista, autoproclamado candidato a homem mais rico do Brasil - e depois do mundo - que certamente não mede esforços para atingir suas metas. Não tenho nada contra o desenvolvimento econômico e a geração de empregos, mas isso não pode ser feito a qualquer custo. Nossa experiência com abertura de vários projetos desse tipo é catastrófica, como provam as enormes favelas. a urbanização precária, a poluição e tudo mais que vem com o tal "progresso".Alguns ganham muito com negócios ou com especulação e sobra para a sociedade um amontoado de problemas. Que no caso do Porto Brasil não são poucos: além de devastar algo como 20 milhões de metros quadrados de remanescentes de Mata Atlântica de restinga (um retângulo de 10 por 2 kilometros), o projeto vai deslocar uma aldeia indígena e induzir a ocupação desenfreada deste trecho do Litoral Sul Paulista, ainda razoavelmente preservado. Pior ainda, vai fazer isso tudo ao lado das reservas naturais da Juréia. Vai potencializar a pressão pela abertura de nova estrada cortando a Serra do Mar, ligando o Rodo anel sul ao local visado para o Porto Brasil (são só 30 Km em linha reta). Qual o sentido de fazer isso tudo ao lado do tradicional Porto de Santos? Por que não modernizar e ampliar essa infraestrutura que já existe? Simples: por que é mais rápido e lucrativo desbravar que conservar. E com esse objetivo a LLX está jogando pesado: cooptando lideranças locais fornecendo interesses fisiológicos, tentando criar fatos consumados e mesmo buscando manipular mecanismos democráticos como o Consema. O movimento sócio ambiental conhece bem essas truculências, e não vão ficar quieto: É hora de reeditar as memoráveis e bem sucedidas mobilizações que em anos passados barraram a Rodovia do Sol de Orestes Quércia e as Usinas Atômicas da ditadura militar.
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Esta mensagem foi verificada pelo E-mail Protegido Terra.Atualizado em 09/06/2009
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